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Dentistas podem ajudar a identificar risco de diabetes, afirma estudo

Dentistas podem ajudar a identificar risco de diabetes, afirma estudo Estudo europeu sugere que dentistas podem identificar riscos de diabetes e colaborar com médicos no tratamento. Um novo estudo europeu propõe que consultórios dentários têm potencial para desempenhar um papel crucial na detecção de pacientes com risco de diabetes. A pesquisa sugere uma colaboração mais estreita entre serviços odontológicos e médicos, promovendo um sistema integrado de triagem e encaminhamento.

Colaboração entre dentistas e médicos

O documento intitulado “Saúde bucal e resultados de saúde sistêmica: um chamado para a ação interdisciplinar” foi elaborado pela Federação Europeia de Periodontologia (EFP) e pela Associação Europeia de Saúde Pública Dental (EADPH). De acordo com o estudo, é fundamental que equipes médicas, incluindo médicos e enfermeiros, também realizem triagens para doenças bucais, reforçando a necessidade de um trabalho conjunto em saúde.

Critérios de encaminhamento para dentistas

O estudo sugere que dentistas podem implementar questionários de risco validados ou testes de hemoglobina glicada (HbA1c) diretamente em seus consultórios. Pacientes que apresentarem risco elevado de diabetes poderiam ser encaminhados para avaliação médica. Entre os sinais de alerta para encaminhamento estão sangramentos gengivais persistentes, suspeita de periodontite e úlceras que não cicatrizam após três semanas.

Resultados e pesquisas no Reino Unido

Esse modelo já está sendo explorado no Reino Unido, onde uma pesquisa revelou que 35% dos pacientes sem histórico de diabetes apresentaram níveis de HbA1c compatíveis com diabetes ou pré-diabetes. Em uma entrevista subsequente, Tif Qureshi discutiu como perguntas sobre histórico médico, testes de sangue na cadeira e encaminhamentos a médicos gerais poderiam ser implementados na prática clínica.

A importância do tratamento periodontal

Entre as doenças bucais, a periodontite se destaca por sua forte conexão com a saúde sistêmica. O estudo menciona ensaios clínicos e meta-análises que mostram que o tratamento periodontal pode reduzir os níveis de HbA1c em aproximadamente 0,3% a 0,4% em um período de três a seis meses em pacientes diabéticos. Além disso, há evidências de que o tratamento periodontal melhora marcadores inflamatórios sistêmicos e a função endotelial, embora a redução de eventos cardiovasculares ainda careça de comprovação.

Conclusão sobre a saúde bucal integrada

Moritz Kebschull, principal autor do estudo e ex-presidente da EFP, enfatiza a importância de incluir a saúde bucal em um modelo de cuidado ao paciente mais integrado. O documento também destaca a necessidade de incorporar o conhecimento sobre saúde bucal e prevenção na formação de profissionais da saúde e assistência social, visando uma abordagem mais colaborativa e eficaz no cuidado ao paciente.

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