CFO propõe ações para assegurar abastecimento de flúor no Brasil
A escassez de ácido fluossilícico, componente essencial para a fluoretação das águas, tem gerado apreensão em diversas partes do Brasil. Essa situação é resultado de uma crise global de matérias-primas, acentuada pelos conflitos no Oriente Médio, que afeta diretamente a disponibilidade do insumo.
Medidas para manter a fluoretação
Em resposta a essa problemática, o Conselho Federal de Odontologia (CFO) se opõe firmemente à suspensão da fluoretação. O órgão defende a implementação de estratégias que garantam a continuidade dessa prática, que é uma política pública de saúde bucal consagrada por legislação e respaldada por evidências científicas.
Colaboração com o Ministério da Saúde
O CFO se comprometeu a oficiar o Ministério da Saúde, buscando colaborar na identificação de alternativas que assegurem o fornecimento do ácido fluossilícico e a manutenção da fluoretação em todo o território nacional. Essa ação é crucial para que a população continue a desfrutar dos benefícios dessa prática.
Apoio à pesquisa e monitoramento
O Conselho também expressou apoio à Rede Vigifluor, uma iniciativa que reúne pesquisadores, professores e especialistas que se dedicam ao estudo e monitoramento da fluoretação das águas. Essa rede é fundamental para promover o conhecimento e a vigilância sobre a eficácia e segurança da fluoretação.
Além disso, a fluoretação é reconhecida como um método eficaz na prevenção de cáries, contribuindo significativamente para a saúde bucal da população. A continuidade dessa prática é, portanto, uma prioridade para garantir o acesso ao cuidado dental.
Em síntese, a ação do CFO destaca a importância da fluoretação das águas como um pilar da saúde pública, buscando soluções que assegurem a sua permanência no Brasil, mesmo diante de adversidades no fornecimento de insumos. A proteção da saúde bucal da população permanece como um dos principais objetivos da entidade.