Polícia Federal realiza operação contra desvio de recursos do CFO
A Polícia Federal iniciou na quinta-feira (17/09) a Operação Apolônia, com o objetivo de investigar possíveis crimes de peculato e lavagem de dinheiro relacionados ao Conselho Federal de Odontologia (CFO). A operação foca em irregularidades em investimentos realizados por gestões anteriores da entidade.
Desdobramentos da operação
Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão, a PF apreendeu aproximadamente R$ 300 mil em dinheiro e veículos. Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 57 milhões em contas e bens associados a indivíduos e empresas investigadas, incluindo ex-dirigentes do CFO e empresários.
Responsabilidade da gestão atual
O CFO esclarece que a gestão anterior, envolvida nas irregularidades, já havia sido afastada por ordem da Justiça Federal. O atual presidente do CFO, Jairo Santos Oliveira, assumiu a entidade em 28 de janeiro de 2026, por determinação judicial, e tem colaborado ativamente com as investigações da PF, do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Ministério Público Federal (MPF). Desde sua posse, Oliveira tem se empenhado para assegurar a devolução dos recursos públicos e restaurar a credibilidade do conselho perante os profissionais e a sociedade.
Condenações anteriores
Vale ressaltar que três ex-dirigentes do CFO já foram condenados pelo TCU a devolver mais de R$ 50 milhões aos cofres do conselho. Em 26 de agosto de 2026, a gestão atual também reprovou as contas do CFO referentes ao período em que os investimentos investigados foram realizados.
Compromisso com a transparência
O Conselho Federal de Odontologia reafirma seu compromisso em acompanhar os desdobramentos da Operação Apolônia e confia nas instituições envolvidas. O CFO permanece à disposição da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e do Tribunal de Contas da União para fornecer esclarecimentos e colaborar com a completa apuração dos fatos.
Brasília, 17 de setembro de 2026. Conselho Federal de Odontologia